Conheça quais são as características que você deve cultivar junto a Deus para ter vitórias, muito maiores do que você pede, pensa ou imagina que sejam possíveis ocorrer.
Deus ama a cada um de nós, Ele nos chama e faz com que sejamos o melhor dEle, para que possamos dar continuidade ao Seu principal objetivo: gerar frutos para Ele no Reino de Deus. (leia João 15)
Mas quais são as características pessoais que as Sagradas Escrituras enfatizam para que possamos desempenhar cada uma das ações que Deus conta conosco para que as façamos e para que Ele obtenha a multiplicação da fé do Seu Santo povo nEle?
Em Provérbios 4, Deus detalha as atitudes que Ele edifica em nós: prudência, sabedoria, inteligência, entendimento.
“1. Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência.
2. Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei.
3. Porque eu era filho tenro na companhia de meu pai, e único diante de minha mãe.
4. E ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive.
5. Adquire sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca.
6. Não a abandones e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá.
7. A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento.
8. Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará.
9. Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.
10. Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida.
11. No caminho da sabedoria te ensinei, e por veredas de retidão te fiz andar.
12. Por elas andando, não se embaraçarão os teus passos; e se correres não tropeçarás.
13. Apega-te à instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.
14. Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus.
15. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.
16. Pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono se não fizerem alguém tropeçar.
17. Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.
18. Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
19. O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam.
20. Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido.
21. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração.
22. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo.
23. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.
24. Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios.
25. Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direto diante de ti.
26. Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados!
27. Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.” Provérbios 4
Prudência: andar conforme Deus fala detalhadamente nas Sagradas Escrituras, em todas as áreas da nossa existência, superando, com vantagem e firmeza, as tentações do maligno para que nós tropecemos e coloquemos “os pés, pelas mãos”. Em outras palavras, o prudente sabe dirigir-se adequadamente em todas as situações e se compromete interiormente e externamente também a fazer o melhor, segundo o aprendizado que ganha a cada dia com o Senhor.
Inteligência: para manter-se dentro das ordenanças de Deus e ganhar “jogo de cintura” para não perverter os Seus Santos ensinamentos, tem a capacidade de questionar e avaliar os prós e contras resultantes que se encontram submersos em quaisquer situações, eventos ou pessoas que surjam na sua frente.
Entendimento: é a mola mestra para que possamos ter a principal característica que Deus concede. É a capacidade de compreender espiritualmente em Deus todas as questões que nos cercam, ou seja, a profundidade surpreendentemente simples de tirar as conclusões e atitudes corretas, vendo a realidade divina dos fatos, pessoas e situações que nos envolvem e demandam de nós um posicionamento santificado. (Jesus, ao nascer e viver como homem aqui na terra, é nosso exemplo supremo desta prática, bem como das demais também.)
Sabedoria:A principal destas características divina em nós é a sabedoria, pois ela é capaz até de nos destacar perante os que nos contatam, mesmo aqueles que nunca antes nos conheceram. Esta característica tem a capacidade de nos ressaltar como filhos de Deus, onde espontaneamente damos excelentes exemplos, atitudes e testemunhos práticos em nossas vidas. Imagino que não foi a toa e muito menos por acaso que Salomão pediu exatamente esta característica quando Deus o chamou. E também sabemos que Deus avalia o coração de todos, se Ele encontra sinceridade e interesse em obtê-la para ser um realizador eficiente do ministério que Ele nos concedeu, Ele nos dá não somente a sabedoria, mas destaque, alegria e tranqüilidade financeira também, além de muitos outros inimagináveis benefícios, que nós não poderiamos obter através de mais ninguém!
“E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem aos meus mestres inclinei o meu ouvido!” Provérbios 5:13
Um erro que deve ser fortemente combatido é a teimosia e o desprezo pelas características que nos capacitam a ser orientados por Deus todos os dias e em todas as situações e áreas.
Pare de imaginar que você já sabe de tudo, pois tem muitos anos no Evangelho. Mesmo com esta imaginável vantagem, você sofre o risco de fechar os ouvidos e, consequentemente, parar de ter conhecimentos dos passos seguintes que Deus desenha e que espera que você continue a dar ao longo de cada um dos seus dias por aqui.
Mantenha-se iluminado pelo Senhor e garanta, deste modo, que não vai tropeçar.
Quer queira, quer não, você é um exemplo do Evangelho e assim deve permanecer !
Em Nome de Jesus.
Mônica Gazzarrini
“Jesus Cristo é o Senhor”
Perfil do Autor
renascida em Cristo desde 2004; membro da Igreja Internacional da Graça de Deus na cidade de Campo Limpo Paulista/SP, estudiosa do Evangelho, escritora de artigos cristãos em http://bencaossemlimites.blogspot.com, autora dos livros “Como conhecer Deus na prática – Tudo o que você queria saber sobre a caminhada com Deus” Volume 1 (http://conhecaadeusnapratica.blogspot.com/), “Como conhecer Deus na prática – Tudo o que você queria saber sobre a caminhada com Deus” Volume 2 (http://conhecerdeusvolume2.blogspot.com/), contabilista, administradora de empresas pela PUC/SP e especialista em marketing pela ESPM/SP.
“Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes” (Mt 18, 22)
Com essas palavras, Jesus e responde a Pedro que, depois de ter ouvido coisas maravilhosas pronunciadas pela boca do Mestre, lhe fez esta pergunta: «Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão, se pecar contra mim? Até sete vezes?». E Jesus responde: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes».
Pedro, sob a influência da pregação do Mestre, provavelmente tinha pensado – bom e generoso como era – em se lançar na sua nova linha, fazendo algo excepcional: chegar a perdoar até sete vezes. Mas respondendo «até setenta vezes sete vezes», Jesus afirma que, para Ele, o perdão deve ser ilimitado: é preciso perdoar sempre.
“Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes”.
Essa frase relembra o cântico bíblico de Lamec, um descendente de Adão: «Sete vezes Caim será vingado, mas Lamec, setenta e sete vezes» . Começa assim a difusão do ódio no relacionamento entre os homens do mundo inteiro, avolumando-se como um rio na cheia.
Jesus contrapõe a essa difusão do mal o perdão sem limites, incondicional, capaz de romper a espiral da violência.
O perdão é a única solução capaz de conter a desordem e abrir, para a humanidade, um futuro que não seja a autodestruição.
“Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes”.
Perdoar. Perdoar sempre. O perdão não é esquecimento, que muitas vezes significa não querer encarar a realidade. O perdão não é fraqueza, que significa não considerar uma injustiça por medo do mais forte que a cometeu. O perdão não consiste em achar sem importância aquilo que é grave ou como um bem aquilo que é mal.
O perdão não é indiferença. O perdão é um ato de vontade e de lucidez, portanto de liberdade, que consiste em acolher o irmão e a irmã do jeito que eles são, apesar do mal que nos possam ter causado, da mesma forma como Deus acolhe a nós pecadores, apesar dos nossos defeitos. O perdão consiste em não responder à ofensa com outra ofensa, mas em fazer aquilo que diz Paulo: «Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem» .
O perdão consiste em você dar a quem o prejudica a possibilidade de estabelecer um novo relacionamento com você; é, portanto, uma nova chance para ele e para você de recomeçar a vida, de ter um futuro no qual o mal não tenha a última palavra.
“Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes”.
Como faremos, então, para viver esta Palavra?
Ela é uma resposta de Jesus a Pedro, que lhe perguntou: «Quantas vezes terei que perdoar o meu irmão?»
Ao dar esta resposta, Jesus pensava, principalmente, no relacionamento entre cristãos, entre membros da mesma comunidade.
Por isso, é antes de tudo com os outros irmãos e irmãs na fé que você deve agir assim: na família, no trabalho, na escola ou na comunidade à qual pertencemos.
Sabemos como muitas vezes queremos retribuir a ofensa sofrida com um ato ou uma palavra à altura.
Sabemos também que, pelas diferenças de temperamento, por nervosismo ou por outras causas, a falta de amor é frequente entre pessoas que vivem juntas. Pois bem, é preciso lembrar-se de que só uma atitude sempre renovada de perdão pode manter a paz e a unidade entre os irmãos.
Teremos sempre a tendência de pensar nos defeitos das irmãs e dos irmãos, de lembrar o seu passado, de pretender que sejam diferentes… É preciso adquirir o hábito de vê-los com olhos novos, ou melhor, de vê-los novos, aceitando-os sempre, logo e totalmente, mesmo quando não se arrependem.
Você pode pensar: «Mas é difícil» Não há dúvida. Mas justamente aqui está a beleza do cristianismo. Não é por acaso que somos seguidores de Cristo que, morrendo na cruz, pediu perdão ao Pai por aqueles que o matavam, e ressuscitou.
Coragem. Comecemos uma vida desse tipo, que nos garante uma paz jamais experimentada e uma alegria a ser descoberta».
A velhice tornou-se uma questão crucial no contexto da sociedade atual, uma vez que a mesma encontra-se em processo de envelhecimento. Devido ao aumento da expectativa de vida, o número de idosos é expressivo e continua crescendo. Assim, há uma mudança no perfil da população no terceiro milênio, transformando também todas as faces da vida humana: cultural, social, política, econômica, familiar, individual, entre outros (SOUZA, 2008). Para muitos, a terceira idade começa após a aposentadoria, dos 60 anos em diante, depois que os filhos já se foram. Alguns idosos, por sua vez, afirmam que a velhice só começa quando a pessoa se sente velha.
Tal afirmação ganha força ao constatarmos, tanto através da mídia como no dia-a-dia, o caráter negativo que acompanha as coisas consideradas “velhas”, ou seja, a sociedade é resultado de uma cultura que valoriza a juventude, somente o novo é bom, o que pode levar idosos a não aceitarem a sua idade.
É fundamental destacar que cada ser humano encara a velhice de uma forma diferente, pois esta etapa está relacionada e é vivida por cada um de acordo com sua história, relações familiares, cultura, visão de mundo individual, etc.
Segundo Miranda:
Assim como em outras fases da vida, como por exemplo, a adolescência, com o passar dos anos a pessoa se depara com algumas transformações físicas e psicológicas. Por exemplo, uma pessoa, ao se olhar no espelho pode constatar que seus cabelos tornaram-se brancos e mais ralos, sua pele está enrugada, a memória pode já não ser tão boa como antigamente, dentre outras mudanças. Ou então uma pessoa recém aposentada pode ficar satisfeita por ter mais tempo livre para se dedicar a tarefas às quais antigamente não possuía tempo, mas também pode se sentir frustrado e inútil (MIRANDA, 2008).
Entretanto, mesmo entendendo as várias formas de enfrentamento da velhice criadas por cada cidadão, um ponto é inquestionável: com o avanço da idade, o idoso necessita cada vez mais da proximidade de alguma outra pessoa, na maioria das vezes, alguém de sua família. “Estas relações entre o idoso e seus familiares, assim como todas as relações humanas, passam por alguns momentos de crise, independente de ser o idoso saudável e independente ou doente e extremamente dependente” (MIRANDA, 2008).
De acordo com Goldim (2004), em diversas culturas, as relações familiares sempre representaram um ponto de questionamento, visto que a família é apontada por estudiosos do envelhecimento como um importante elemento ao bem-estar dos idosos. Sendo assim, a discussão sobre relações familiares está cada vez mais atual, devido à redução do âmbito familiar, ao aumento da expectativa de vida da população, as crescentes demandas de trabalho e sobrevivência das famílias e ao surgimento de novos papéis de gênero.
Assim, segundo Castilho (2006), podemos afirmar que:
[...] o modo como os idosos vivem e são vividos por suas famílias está ligado à dinâmica das relações, à estrutura e organização da família, ao seu contexto cultural e social, à classe social e a questões como gênero, estado civil e saúde. Em suma, que cada família veio construindo e transformando a afetividade no decorrer de seu ciclo vital. Contextos amorosos que constroem a intimidade superam melhor seus conflitos.
Entende-se, portanto que superar conflitos quando a convivência não se dá e a conversa trava torna-se ainda mais difícil.
Também é importante destacar que nas últimas décadas a família tem sido pensada de forma fragmentada, desconectada nas suas relações interpessoais, intergeracionais. A segmentação da família em núcleos isolados (a criança, o adolescente, o idoso, a mulher) “fragmenta o olhar para o grupo familiar como um todo que interage, e não é simplesmente a soma de partes” (CASTILHO, 2006).
É possível perceber que a fragmentação da família é reforçada através de diversos programas, inclusos nas políticas públicas, voltados para os segmentos vulnerabilizados da sociedade, ou seja, a atenção é focalizada em um membro, enquanto o centro da ação deveria se concentrar na família como um todo.
De acordo com Castilho (2006):
[...] apenas começamos a construir políticas para a família. Nestes programas deveriam ser incluídas políticas para o idoso, porém não dissociadas das relações familiares e da rede social. Recuperar histórias trigeracionais de origem, de migração, enfim, narrativas que evoquem valores e crenças como parte da identidade, seria um item de extrema importância nesses programas. São reconexões de uma rede de afeto que vem se perdendo, através das gerações, pelo sofrimento.
Portanto, é fundamental que a rede de proteção social para o idoso, principalmente com relação à sua saúde física e psíquica, funcione a partir de “programas de fortalecimento de vínculos familiares e o resgate da história e da memória dos eventos e dos afetos” (CASTILHO, 2006).
Em um passado não tão distante, encontrávamos os avós, em sua maioria as mulheres, como detentores da memória familiar, eram elas que cuidavam dos netos, hoje esse cuidado tem sido terceirizado, assim os encontro entre esses dois entes tem sido cada vez menos freqüentes. A terceirização dos cuidados também tem sido adotada quando falamos dos cuidados aos idosos, a família cada vez mais atarefada acaba deixando os idosos com babás ou em instituições. Com isso, esta etapa da vida torna-se frágil, por conta da nova moldura da família plural. Na família contemporânea pouco são os espaços que restam para os idosos, embora familiares vivam juntos, suas relações estão cada vez mais isoladas (CASTILHO, 2006).
É comum vermos o idoso tornar-se um empecilho, um problema sério para a família resolver. Além disso, não adianta ter tido muitos filhos, pois quando se chega nesse período da vida os cuidados necessários ficam, por vezes, a cargo daquele filho que tem um pouco mais de boa vontade ou que não se casou (BASTOS). Existem diversas pesquisas que desmistificam a idéia de que morar com filhos ou com uma família extensa é garantia para uma velhice segura e livre de maus-tratos.
Outra situação comum na etapa da velhice é a perda da autonomia. As pessoas que cercam o idoso, normalmente têm atitudes, com o pretexto de cuidar do bem estar do mesmo, que contribuem para que ele vá perdendo a sua autonomia. Buscando protegê-lo e poupá-lo, o impedem de participar das decisões e tiram sua liberdade de escolha chegando a decidir o que ele deve comer e vestir. Há casos em que a família assume a administração dos bens do idoso, desde a aposentadoria até a residência, criando assim uma dependência cada vez maior. “Ele passa a ter que justificar seus gastos, passa a ser controlado (…) alguns reagem a essa expropriação de autonomia, outros, no entanto, sentem-se frágeis demais para mudar a situação e tomar novamente as rédeas da própria vida” (BRAGA, s/d).
Ainda de acordo com a autora:
Com uma aposentadoria insuficiente, a grande maioria dos idosos brasileiros torna-se dependente dos “favores” (ou reconhecimento, o que é raro!) de seus familiares. Essa dependência financeira é mais uma contribuição para a perda da autonomia na velhice (BRAGA, s/d).
Compreende-se que todas essas mudanças na estrutura familiar, com as fragilidades que muitas vezes acompanham o processo de envelhecimento, freqüentemente surgem conflitos entre os filhos na medida em que a situação dos pais passa a lhes exigir novas responsabilidades e cuidados, ou seja, quando a relação de dependência é invertida. De acordo com Teixeira (2000), o filme “Parente é Serpente” de Mário Monicelli, 1993, Itália, aborda, entre outros aspectos, essa problemática quando a mãe, percebendo suas limitações físicas e senilidade do marido, delega aos filhos a decisão pelo futuro do casal.
A dependência entre gerações se revela de duas naturezas distintas: de um lado a dependência material dos filhos que por precisarem cada vez mais e por mais tempo da proteção dos pais, não hesitam em aceitá-la, até por entenderem como obrigação. Do outro lado a dependência emocional dos pais, fruto do modelo familiar estabelecido. Neste modelo a família é entendida como uma forma natural de organização da vida coletiva, uma instituição estável da sociedade, sendo a união entre seus membros a principal responsável pela integração e harmonia da vida familiar (TEIXEIRA, 2000).
A forma como se desenvolvem as relações familiares, incluindo essa dependência entre pais e filhos podem colocar o idoso, tanto emocional quanto materialmente, em situação de segurança ou de vulnerabilidade. Por isso, é importante ressaltar que a família, definida como um grupo enraizado numa sociedade tem uma trajetória que lhe delega responsabilidades sociais. Porém, não cabe somente a ela garantir o bem estar do idoso, esta tarefa compete também ao Estado. É preciso que o mesmo reconheça os novos paradigmas da sociedade, afinal, a família sofreu mudanças e atualmente apresenta uma composição diferente daquela relativa somente ao casamento, ela possui “integrantes que envelheceram e não morreram, ao contrário, continuam tentando assumir a plenitude de sua cidadania e lutando para preservar seu espaço social” (BRAGA, s/d).
Um dos instrumentos legais para a garantia de cidadania dos idosos é o Estatuto do Idoso, aprovado em setembro de 2003 e sancionado pelo Presidente da República no mês seguinte. Assim, está preconizado no Estatuto que:
É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária (art.3º).
Priorização do atendimento ao idoso por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência (parágrafo único, ponto V).
Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei (art. 4º).
Dessa forma, a participação na comunidade, a defesa de sua dignidade e bem estar é preconizado como um direito do Idoso e como um dever da família, da sociedade e do Estado, de acordo com a Constituição Federal de 1988 (TEIXEIRA, 2000).
É certo que a família brasileira do terceiro milênio está cada vez mais distanciada do modelo tradicional, vive-se um período de transição e mudanças, porém, qualquer que seja a estrutura na qual se organizará a família do futuro, é necessário que se mantenham os vínculos afetivos entre seus membros e os idosos. . Entendemos que a velhice nem sempre é satisfatória e indolor e só reconhecem o drama do envelhecimento os que vivem tal realidade, por isso, “o que o idoso necessita é sentir-se valorizado, viver com dignidade, tranqüilidade e receber a atenção e o carinho da família” (TEIXEIRA, 2000).
Concluí-se que é necessário o entender as transformações sociais e culturais que vem se processando nas últimas décadas, para enfrentarmos o nosso próprio processo de envelhecimento dentro de expectativas condizentes com as novas formas de organização familiar (TEIXEIRA, 2000).
Escrito por Glaucia de Oliveira Sant ana
Fonte:oartigo.com
JOAO B.F.
O que entendemos e o que se entende por Espírito? Segundo os teólogos e as grandes religiões, espírito é pela sua essência espiritual, um ser indefinido, abstrato, que não pode ter ação direta sobre a matéria, sendo-lhe indispensável um intermediário que é o envoltório fluídico, o qual, de certo modo; faz parte integrante dele. O que caracteriza essencialmente o espírito é a consciência, isto é, o eu, mediante o qual ele se distingue do que não está nele, isto é, da matéria. Há no homem um princípio inteligente a que se chama Alma ou Espírito, independente da matéria, e que lhe dá o senso moral e a faculdade de pensar. “Algumas religiões dizem que o Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade é nas Sagradas Escrituras, denominado “o Espírito”, o Santo Espírito, “o Espírito de Deus”, “o Espírito do Filho de Deus”, e o “Consolador”.”.
Hão dito que o Espírito é uma chama, uma centelha. Isto se deve entender com relação ao Espírito propriamente dito, como princípio intelectual e moral, a que se não poderia atribuir forma determinada. Como ilustração, queremos dizer quem no ano de 325, depois de Cristo, no Concílio de Niceia (hoje uma cidade da Turquia) 318 bispos reuniram-se para debater as mais diversificadas questões concernentes à igreja, tais como o dogma da trindade, o Credo dos Apóstolos e a expulsão do primeiro herege de peso, Ário de Alexandria. (Jeovah Mendes). Somos diamantes brutos, revestidos pelo duro cascalho de nossas milenárias imperfeições, localizados pela magnanimidade do Senhor na ourivesaria da Terra. Existe uma diversificidade na qualificação dos espíritos, tais como: “Atrasado, batedor e perturbador, benévolo, de sabedoria, imperfeitos, impuro, inferior, leviano, neutro, pseudossábio, puro, espírito sábio, superior”.
Existe classificação segundo o modo como se apresentam nas reuniões de desobsessão. Espíritos Alcoólatras e Toxicômanos, amedrontados, arquitetos, dementados, desafiantes, descrentes, galhofeiros, zombeteiros, irônicos, espíritos ligados a trabalhos de Magia e Terreiros, mistificadores, obsessores inimigos do Espírito (colocamos aqui o pastor protestante R.R. Soares), espíritos ordenadores, (os que auxiliam os Obsessores o pastor protestante R. R Soares), os que desconhecem a própria situação, os que desejam tomar o tempo da Reunião; os que não conseguem falar; sofredores.
A escala quanto à morte violenta: “Suicidas vingativos”. Existem os “Espíritos assombradores, da verdade, Espírito de Deus, Desencarnados, do mal, elevado, encarnado, errante”. Os que estão na erraticidade: “Espírito familiar, maligno, espírito material, maternal; espírito mau”. Menos esclarecido, nervoso, perturbado, perturbador, protetor, reencarnante; Espírito santo; simpático, sublimado, turbulento entre outros. O Espírito Santo – é uma legião dos bons Espíritos. Nos tempos hebraicos, a locução Espírito santo era uma expressão familiar aos hebreus, significando tanto a manifestação pessoal de deus por um ato qualquer, como a inspiração divina, o próprio sopro de Deus. Os ensinos do dogma da Trindade têm suas origens nas declarações do famoso apologista cristão, Tertuliano de Cartago (160-220 D.C.), que afirmou em 196 D.C., a existência de três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, numa só pessoa.
Quer dizer, as Santas Escrituras não mencionam a palavra Trindade, embora saibamos que as evidências existam. Veja (Gen 1:26; 11:7). A Trindade, segundo a concepção de um discípulo de São Tertuliano de Cartago (120-220d. C.). Como se vê nas enunciações existe muito da mão humana nas “intervenções divinas” de algumas religiões. Muitas coisas em que se acredita piamente ser de Deus não passam de intervenções humanas. Em todos os casos em que vemos na Bíblia a aludida expressão Espírito Santo é apenas com a significação, ou de Espírito de Deus (que é santo) ou de um Bom Espírito, protetor, que se santificou. “No Novo Testamento – O Espírito Santo se manifesta no batismo de Jesus (Mt 3.16; Mc 1.10), e na tentação (Mt 4.1; Mc 1.12; Lc 4.1); imediatamente depois da tentação (Lc 4.14); e na ocasião em que Jesus, falando em Nazaré, recorda a promessa messiânica de Is 61.1,2 (cp. com 42.1-4). Do mesmo modo fala o Santo Espírito ao velho Simeão dirigindo-o nos seus passos e pensamentos (Lc 2.25-27). O dom do Espírito Santo é de uma maneira determinada, prometido pelo nosso Salvador (Lc 11.13). Esses ensinamentos da Igreja Católica e Protestante.
“O Espírito Santo, igualmente, não é Deus”. Essa expressão figurada designa a falange sagrada dos Espíritos do Senhor, composta dos puros Espíritos, que recebem, mediata ou imediatamente, a inspiração divina; que são guardadas a ordem da hierarquia e da elevação espíritas, os servidores, os ministros, ou os agentes de deus, da sua providência, no cumprimento da sua vontade e na execução de suas obras, na realização do progresso universal, dentro da vida e da harmonia universais, especialmente com relação a nós e ao nosso planeta. É por eles, pelo Espírito santo, pois, que até aos homens desce a inspiração divina e se faz sentir a ação da Divina Providência, desempenhando cada um a missão que lhe foi confiada. “Nos Atos – A manifestação do Espírito é feita no dia de Pentecoste, e o fato acha-se identificado com o que foi anunciado pelo profeta (2, 4, 17,18); Ananias e Safira “tentam” o Espírito, pondo à prova a Sua presença na igreja (5.9); o Espírito expressamente dirige a ação dos apóstolos e evangelistas (1.2; 8.29,39; 10.19; 11.12; 16.7; 21.4); e inspira Ágabo (11.28).”.
Nas epistolas de Paulo – A presença do Espírito Santo está claramente determinada (Rm 8.11; 1Co 3.16; 6.17-19). É ele o autor da fé (1 Co 12.3; cp. com 2Co 4.13); no Espírito vivem os homens (Gl 5.25), por Ele são ajudados nas suas fraquezas (Rm 8.26,27), fortalecidos por Ele (Ef 3.16), recebendo Dele dons espirituais (1Co 12), e produzindo frutos como resultados da Sua presença (Gl 5.22). Por meio Dele há a ressurreição dos que creem em Cristo (Rm 8.11). Paulo foi um dos mais conscientes servos do Mestre Jesus Cristo, tanto é que na sua conversão ao cristianismo os seguidores de Jesus que se chamavam “seguidores do caminho”, passaram a se chamar cristãos. Estamos fazendo contrapontos no conceito de algumas religiões. O Espírito da Verdade é a plêiade de Espíritos que, baixando em toda a Terra diz: “Os tempos são chegados”, esclarecendo-nos sobre coisas que se achavam ocultas sob o véu da letra, nos mesmos evangelhos. O Espírito da Verdade, que procede do pai, é a luz, a ciência, a verdade que os espíritos, assim errantes como encarnados, trazem aos homens, aqueles por meio da inspiração ou da ação mediúnicas, ou por outros meios da palavra. (O Espiritismo de A a Z da FEB). Segundo o dicionário bíblico universal anotamos que: “Pedro
(1Pe 1.2) escreve acerca da santificação, como sendo obra do Espírito Santo. No apocalipse se vê que João conscientemente é influenciado pelo Espírito (1.10; 4.2); e a mensagem dirigida a sete igrejas é a mensagem do Espírito (2.7,11 17,29).
O Espírito Santo é uma pessoa da Santíssima Trindade, e não simplesmente um método de ação divina (vejam-se especialmente as palavras de Jesus: Jo 14.16,17; 15.26; 16.7,8; Mt 12.31,32; At 5.3,9; 7.51; Rm 8.14; 1Co 2.10; Hb 3.7). O Espírito procede do Pai e do Filho (Gl 4.6; 1Pe 1.11). É Ele tanto “o Espírito de Deus” como “o Espírito de Cristo” (Rm 8.9). E assim nos mistérios da redenção, e de uma nova vida, na regeneração, na santificação, e na união com Cristo, é uma Pessoa que, na Sua operação, como auxiliador do homem, é ainda Aquele que pode ser negado, entristecido e apagado (Ef 4.30; 1Ts 5.19). Na realidade o Espírito Santo é mais um simbolismo dogmático da igreja, pois o classificam como sendo uma entidade, mas na realidade é uma plêiade de espíritos Superiores, bem como o Espírito da Verdade não é Jesus Cristo como muitos afirmam.
Queremos também dizer que não somos dona da verdade e que ela só a Deus pertence, mas infelizmente o Pai Amantíssimo não interfere na vida de ninguém. Ele pode tudo, mas jamais derrogaria sua própria Lei. Tanto é que consentiu que seu filho o Mestre Jesus sofresse as agruras e o sofrimento no madeiro da cruz, como estava escrito. Parece explícito em nossa memória quando Jesus na agonia dizia: ”Pai porque me abandonaste? Ele tinha poder para livrar Jesus daquele sofrimento, mas pelo predito acima ele não interferiu na inveja, no orgulho dos homens e foi através do medo da perda do poder dos poderosos da época que Jesus pagou com apena de morte Porter pregado o amor e o perdão. Pensem nisso!
ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE- DAUBT- DA AOUVIRCE E DA AVSP
Fonte:oartigo.com
JOAO B.F.
Você tem seguro contra o amanhã? Os benefícios dele serão compensadores? Quando você o usufruirá? A grande maioria das pessoas que conheço têm muita preocupação com futuro, mas poucos são os que fazem algo eficaz torná-lo memorável. Conheço uma dúzia delas que se diziam preocupadas com a aposentadoria, mas viviam segundo o lema “deixa a vida me levar, vida leva eu…”. Infelizmente, nem todas elas conseguiram a tranqüilidade tão almejada. Uma que pensava acumular dinheiro e acumulou uma grande fortuna, esqueceu-se da saúde e agora está deixando tudo nos hospitais e farmácias. Um outro, um pouco mais vaidoso, se preocupava com o sucesso pessoal e está sempre em evidência na mídia, esqueceu-se dos filhos e agora está às voltas com uma família desestruturada. Um terceiro teve uma vida boêmia e agora vive com muitas dificuldades e sofre abandono até dos filhos.
“Nosso seguro contra o amanhã é o que fazemos hoje”
Howe Reuel
Mas, afinal de contas, se é certo que a velhice vai chegar, como prevenir para viver feliz a última etapa da vida? Não creio existir receita de bolo, no entanto, penso que o primeiro passo é admitir que a vida do idoso pode ser melhor do que a juventude. A segunda é que tudo depende das escolhas que você fizer agora e a terceira é criar planos e agir para viver sempre melhor.
Alguns anos atrás, eu dava aula na graduação do curso de Administração de Empresas em uma importante universidade carioca. Havia mais de sessenta alunos na turma, a grande maioria jovem. Porém, na primeira fila sentava-se um senhor de 68 anos, chamado Isidoro. Depois de tantos anos não consigo me lembrar de seu sobrenome, mas não poderia esquecer o que ele disse a um colega de turma que tinha idade para ser seu neto.
O Sr. Isidoro nunca faltou uma única aula e chegava sempre cedo na classe. Eu costumava chegar em sala uns quinze minutos antes, para colocar na lousa os principais tópicos a serem evidenciados e ele já ocupava o seu lugar na primeira fila. Como era muito simpático e interessado eu sempre permitia que ele preenchesse a pauta. Ele gostava tanto dessa atividade que nem esperava eu pedir, ia direto em minha mesa, apanhava a pasta e tão logo esgotasse as explanações ele fazia a chamada e registrava tudo com enorme interesse e seriedade.
“Saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria e um dos capítulos mais difíceis na grande arte de viver”
Sanders Oswald
Nos dias de entrega de prova, a primeira parte da aula era destinada à revisão e resolução das questões aplicadas. Numa dessas ocasiões, enquanto eu atendia alguns pedidos de revisão, ouvi o seguinte diálogo entre um jovem e o Sr. Isidoro:
Jovem: “O que o Sr. está fazendo aqui. O senhor está aposentado e com situação financeira confortável. Só anda de carro do ano. O que mais querer da vida Sr. Isidoro?”
Sr. Isidoro: “Filho, eu tenho 68 anos. Se eu viver até os 88, terei 20 anos pela frente, você acha que vou ficar todo esse tempo estacionado no sofá de minha sala?”
O Sr. Isidoro provavelmente sabia que o nosso futuro está em nossas mãos. Sabia o quanto é importante ter planos e persegui-los para conquistar o que mais desejamos. Eu não acompanhei o restante da conversa, mas ficaria feliz se o Sr. Isidoro dissesse a ele que muita gente de destaque conseguiu as suas maiores conquistas no último terço de suas vidas. Foi assim com Michelangelo, que aos 66 anos começou a sua memorável obra de arte no teto da basílica de São Pedro; Mahatma Gandhi, que começou a liderar o movimento de independência da índia, aos 72 anos; Mário Quintana, que recebeu o prêmio – Machado de Assis da ABL – certamente o mais importante de sua carreira, aos 76 anos; Agatha Christie que morreu na casa dos 80 anos escrevendo novelas; Winston Churchill, que se tornou primeiro-ministro do Reino Unido, aos 66 anos; Abrahan Lincoln que se tornou presidente dos Estados Unidos aos 52 anos e entre tantos outros.
“A ciência aumentou a quantidade de vida, mas não oferece nenhuma garantia de uma qualidade melhor”.
Howard Hendricks
Talvez, o grande segredo seja viver abundantemente e produtivamente cada dia de nossa vida, buscando a felicidade em cada ato, de forma a ficar mais velho sem jamais envelhecer. De uma coisa podemos ter certeza, o seguro que tanto necessitamos para garantir uma vida inteira de felicidade já existe no interior de cada um de nós. Se decidirmos que vamos ser felizes ao envelhecer e agirmos nessa direção, seremos. Porém se acreditarmos que a nossa vida depois da aposentadoria será pior, ela, fatalmente, será. E quanto a você: está em dia com a sua apólice de seguro contra o amanhã?
Pense nisso e ótima semana.
Evaldo Costa
Escritor, Consultor, Conferencista e Professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com.br
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com.br
Fonte:oartigo.com
JOAO B.F.
Apocalipse tem derivação grega apokalypsis que significa revelação. Tem também influência do latim tardio apocalypse. “O livro da Revelação, o último livro do Novo Testamento, atribuído ao apóstolo João, o Evangelista”. Aquele em que Jesus confiou o cuidado que dispensaria a sua mãe Maria. Um livro profético que contém revelações aparentes terrificantes para os destinos da humanidade, mas verdadeiramente, seus augúrios são dirigidos à própria Igreja cristã, que se transformou na Igreja Católica Apostólica Romana e, depois, por uma variedade de cismas dividiu-se em muitas seitas e doutrinas diferentes. É preciso observar que um médium, quase sempre, fala do que seu psiquismo está cheio, pelo seu envolvimento pessoal, pelas pressões que sofre (Palhano Junior – A Verdade de Nostradamus). O grande problema de João era a igreja nascente com as perseguições e as heresias berrantes. Segundo o Espírito Emmanuel, em sua obra “A Caminho da Luz” psicografada pelo médium Chico Xavier: “Todos os fatos posteriores à existência de João estão ali previstos”. É verdade que, frequentemente, a descrição apostólica penetra o terreno mais obscuro; vê-se que sua expressão humana não pode copiar fielmente a pressão divina das suas visões de palpitante interesse para a história da humanidade.
As guerras, as nações futuras, os tormentos porvindouros, o comercialismo, as lutas ideológicas da civilização ocidental, estão ali pormenorizadamente entrevistos. “E a figura mais dolorosa, ali relacionada, que ainda hoje se oferece à visão do mundo moderno, é bem aquela da igreja transviada de Roma, simboliza na besta vestida de púrpura e embriagada com o sangue dos santos.” Quando João, o evangelista se refere à Igreja de Roma temos que evidenciar o que já fizemos outras vezes em outras ocasiões.
“Do ano 33 da morte de Jesus ao ano 54 da Era cristã, os seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo, o salvado do mundo os seus seguidores eram chamados “os seguidores do caminho”, tal citação pode ser conferida em (Atos 11: 26)”. Já no ano de 54 da nossa era ao ano 170 D.C., os seguidores do Mestre Jesus de Nazaré passaram a ser chamados de “Cristãos”. Por esta época, a igreja cristã era uma só, sem divisão e com única doutrina, a dos apóstolos.
No ano 170 da nossa Era, Santo Inácio de Antioquia, um presbítero daquela cidade da Síria (capital do império romano) e filho na fé do Apóstolo João, O Evangelista (posteriormente o seu sucessor na congregação cristã de Éfeso), escrevera uma epístola à igreja de Esmirna, declarando então (capítulo oito) que os imperadores pagãos jamais conseguirão destruir a igreja, pois ela era católica, ou seja, universal. Santo Inácio, ao chamar a igreja cristã de católica, dava entender que aquela Santa Instituição não se restringia, unicamente, às fronteiras do Império Romano, mas abrangeria todos os cantos do Planeta Terra. De 170 a 313 da nossa Era, a Igreja Católica não tivera nenhum envolvimento com assuntos concernentes à corrupção do mundo, ou mesmo participação na política daquele período agitado e perigoso da história romana. (Tais conotações estão inseridas no livro de Jeovah Mendes citado anteriormente). Passando uma revista no Livro do Apocalipse podemos anotar várias nuanças sobre este fenômeno religioso. O propósito principal é confortar a igreja militante em seu conflito contra as forças do mal. O livro está cheio de consolações para os crentes afligidos.
A eles é dito: Que Deus vê suas lágrimas — 7:17; 21:4, suas orações produzem verdadeiras revoluções no mundo – 8:3-4, sua morte é preciosa aos olhos de Deus -14:13, sua vitória é assegurada – 15:2, seu sangue será vingado – 6:9; 8:3, seu Cristo governa o mundo em seu favor – 5:7-8 e seu Cristo voltará em breve – 22:17. (estudos do reverendo Hernando Dias Lopes). Este Livro foi inicialmente endereçado aos crentes que estavam suportando o martírio na época do apóstolo João.
Houve grandes perseguições nos primeiros séculos contra a igreja: 1) Nero (64 d.C; 2) Domiciano (95 d.C); 3) Trajano (112 d.C); 4) Marco Aurélio (117 d.C); 5) Sétimo Severo (fim do segundo século); 6) Décio (250 d.C); 7) Diocleciano (303 d.C). “A idéia de que ele é um livro selado, que trata de coisas encobertas – Na verdade o livro de Apocalipse é oposto disto”. Apocalipse significa tirar o véu, descobrir, revelar o que está escondido. A ordem de Deus é: “Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (22:10). As coisas que em breve devem acontecer mostra que há uma tensão entre o futuro imediato e o mais distante; o mais distante é visto como que transparecendo do imediato. O Cordeiro é o executor do deve acontecer. Há duas atitudes em relação à segunda vinda: 1) Quem se acomoda diz: “Onde está a promessa da sua vinda?” 2) “Estai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo”. A idéia de que ele é um livro que fala de catástrofe, tragédia e caos – Esse é o significado da palavra hoje. Tornou-se sinônimo de tragédia. Mas Apocalipse não fala de caos, mas do plano vitorioso e triunfante de Cristo e da sua igreja.
Tema muito controverso que fala da igreja católica universal que não tinha interferência do Império Romano. Dessas sementes sem intervenções vem à influência do Império Romano que passou de simples igreja católica para Igreja Católica Apostólica Romana, fundada em 381 D.C., pelo imperador, Teodósio I de Roma, através do Concílio de Constantinopla I e do decreto imperial “Cunctus Populos” (todos os povos), isto é, toda a massa, em peso, era convidada a aderir à nova igreja, sem nenhuma exigência. A igreja católica apostólica romana passou então a receber pessoas de todos os matizes – Arianos, pagãos, com os seus deuses, os povos bárbaros não regenerados, mas degenerados e outros connvencidos e não convertidos, a Igreja Romana passou a ser uma instituição paganizada, babilonizada e herética.
E o mais desagradável é que o Apocalipse adverte a todos quanto almejam salvação: “sai dela povo meu, para não serem cúmplices em seus pecados, e para não participardes dos seus flagelos”. (Apocalipse 18:4). O Espírito Santo usou João para escrever o quarto evangelho, as cartas e o Apocalipse. O objetivo do evangelho é alertar as pessoas a crerem em Cristo (20:31). O objetivo das cartas é encorajar os crentes a terem certeza da vida eterna (5:13). O objetivo do Apocalipse era alertar os crentes para estarem preparados para a segunda vinda de Cristo (22:20). Domiciano, o segundo Nero, que arrogou para si o título de Senhor e Deus, baniu João para a Ilha de Patmos, a colônia penal da costa da Ásia Menor. Mas ao mesmo tempo em que se achava fisicamente em Patmos, achou-se também em espírito e Deus abriu-lhe o céu e revelou-lhe as coisas que em breve devem acontecer.
Num tempo em que a igreja estava sendo massacrada, pisada, perseguida e torturada, João recebe a revelação de que o Noivo da Igreja, o Senhor absoluto dos céus e da terra, está no total controle da igreja e da história (1:1. 3; 5:5). O número sete é um número importante no livro de Apocalipse. Ele aparece 54 vezes neste livro. O livro fala de sete candeeiros, sete estrelas, sete selos, sete trombetas, sete taças, sete espíritos, sete cabeças, sete chifres, sete montanhas. O número sete significa completo, total.
Havia mais de sete igrejas na Ásia Menor. Mas quando Jesus envia carta às sete igrejas, significa que ele envia sua mensagem para toda a igreja, em todos os lugares, em todos os tempos. Pelo que vemos o Apocalipse leva diversos aspectos em seu bojo. Algumas religiões falam no controle da igreja e seu número simbólico de sete na Ásia. Já em outras falas sobre as atividades de João mostrando a face negra da igreja primitiva quando se transformou em Católica Apostólica Romana. Pensem nisso!
Escrito por Antonio Paiva Rodrigues
Fonte:oartigo.com
JOAO B.F.
Renascimento ou renascença é palavra de origem francesa renaissance, que está associada ao ato ou efeito de renascer. Vida nova. Movimento artístico e científico dos sécs. XV e XVI, que pretendia ser um retorno à Antiguidade Clássica. Estilo que se caracteriza pelos abundantes ornatos dourados, largo emprego de arcos e florões, etc. Pertencente à, ou próprio da época ou do estilo da Renascença. O crescimento do comércio no Antigo Continente, a Europa se deu nos séculos XIII, XIV e XV, acabando por imprimir às cidades uma situação de vida mais dinâmica, porém agitada. A cultura já se anunciava e o desenvolvimento criava raízes desde os idos da Baixa Idade Média, e com o avançar do tempo foi ainda mais impulsionada com a nova vida ou vida nova nas cidades.
O renascimento trouxe um legado especial para os humanos que viveram naquela época, principalmente no Renascimento Cultural, mas queriam relutar afirmando que a cultura da época não era mais nada do que uma continuação da expansão cultural da Baixa Idade Média, por esse motivo eles batizar com o nome de Renascimento. Os seres humanos que estiveram presentes na época cultural supracitada queriam dizer que a cultura clássica Greco-romana havia falecido durante a Idade Média e logicamente renascida nos séculos XV e XVI. Foram esses mesmos homens que espalharam a ideia de que a Idade Média havia sido uma espécie de Idade das Trevas, uma forma de supervalorizar o período em que viviam. Muitos fatores contribuíram para o surgimento do Renascimento e o alavancamento cultural. Os homens passaram a usar com mais clareza as potências cerebrais humanas. Sem essa evolução mental jamais teriam alcançado o avanço cultural e consequentemente, o Renascimento.
Esse grande período para a humanidade também recebeu o nome de renascentismo e todos eles são sinonímias usadas para identificar o período da História do Velho Continente aproximadamente entre fins do século XIII e início do século XVII, mas não se tem uma cronologia certa, nem um contrassenso foi estabelecido para os estudiosos se oporem a essas datas. O final da Idade Média foi marcado pelas transformações em diversas áreas da vida humana, com isso estavas se iniciando o período da Idade Moderna, que apesar dessas transformações serem evidentes na cultura, economia, política, sociedade e na religião. Na ocasião houve a transição do período feudal (feudalismo) para o capitalismo, significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente usado para a descrição dos efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências.
A Itália havia mantido vivas, as tradições da cultura Greco-romana, durante a Idade Média, como também a vida urbana nunca chegou a desaparecer por completo nesse período. Genova, Florença e Veneza mantiveram durante a Idade Média uma grande atividade comercial com o Oriente, comportando-se de maneira com uma vida independente permitindo a seus habitantes desfrutarem em pleno feudalismo, da liberdades desconhecidas em outros cantos da Europa. O Feudalismo, porém nunca chegou a se implantar totalmente na Itália gerando assim a classe que se chamaria de burguesa urbana, devido às atividades comerciais e artesanais bastante dinâmica e ativa. Tornou-se o centro dessa atividade quando nasceu uma nova forma de pensar, de se manifestar artisticamente.
As condições matéria ficaram garantidas para o desenvolvimento artístico tanto pelos burgueses, como pelos banqueiros que financiavam os empreendimentos dos reis e da burguesia. Antonio Pedro Tóta e Pedro Ivo de Assis Bastos contam com mais detalhes todas as nuanças que assinalaram esse período de muita importância para a humanidade. Segundo se vê na Wikipédia o “Renascimento” em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari já no século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendeu surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de “descoberta do mundo e do homem”.
O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da península Itálica e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental, impulsionado pelo desenvolvimento da imprensa por Johannes Gutenberg. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, Alemanha, Países Baixos e, menos intensamente, em Portugal e Espanha, e em suas colônias americanas. Alguns críticos, porém, consideram, por várias razões, que o termo “Renascimento” deve ficar circunscrito à cultura italiana desse período, e que a difusão européia dos ideais clássicos italianos pertence com mais propriedade à esfera do Maneirismo.
Além disso, estudos realizados nas últimas décadas têm revisado uma quantidade de opiniões historicamente consagradas a respeito deste período, considerando-as insubstanciais ou estereotipadas, e vendo o Renascimento como uma fase muito mais complexa, contraditória e imprevisível do que se supôs ao longo de gerações. A história mundial em todos os seus detalhes é muito rica e devemos estudá-la com o devido respeito e cuidado para não cometermos deslizes e mancharmos com viés errado e pernicioso. Senhor releva-nos se muitos de nós trazemos saudade e cansaço, assombro e aflição, quando nos envolves em torrentes de alegria. Pense nisso!
ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE- DA UBT – DA AOUVIR/CE E DA AVSPE
Fonte:oartigo.com
JOAO B.F.
Quem esta com a verdade?esperando acha-la encontrei ,ao encontra-la tive dúvidas afinal quem esta com ela?
Desde que conheci o poder da palavra de Deus.
Tenho encontrado muito de errado nas atitudes dos homens mas nada de errado em Deus.
Sabemos que muitas coisas são faladas como devem serem feitas no entanto quando chega nossa vez sempre damos um jeitinho para tirar-mos vantagem de alguma forma, afinal é mais fácil dita regra do que cumpri-las.
A santificação depende de nós!E só através dela conheceremos a verdade que liberta e ja não teremos mais perguntas e sim certezas.
Pois sem santificação é impossivél agradar a Deus.
Muitos homens tem levado pessoas a caminhos de morte por não poclamarem a verdade da palavra.
Estes homens que se poclamam pastores de almas, mas na verdade são falsos profetas.
Cuidado!a verdade doi mas liberta!
Fonte:oartigo.com
JOAO B.F.
Você tem um baita problema e precisa resolvê-lo o quanto antes? Deseja uma solução definitiva ou paliativa? Saiba que independentemente de raça, crença, nacionalidade ou cor, todos nós, mais cedo ou mais tarde, provavelmente vamos nos deparar com um obstáculo desafiador.
Quando comecei a minha carreira profissional conheci dois amigos e fomos admitidos para trabalhar na mesma empresa como aprendizes correspondentes. Uma espécie de auxiliar de office boy. Pode até parecer curioso, mas foi exatamente assim que consegui que alguém assinasse a minha carteira profissional pela primeira vez aos quatorze anos de idade. Aos oito eu já trabalhava no mercado e nas barracas das festas típicas da pequena cidade onde eu vivia.
Nós três tínhamos a mesma idade. Trabalhávamos oito horas por dia para custear os estudos noturnos e, ao final de um ano, se obtivéssemos avaliação satisfatória de nosso superior, seríamos promovidos para ocupar uma vaga de mensageiro. Foi assim que eu me deparei com o primeiro problema profissional. Já o meu colega João precisava aprender inglês para prestar exame que o habilitaria a começar uma carreira promissora em uma empresa multinacional. O Arthur, por sua vez, queria mesmo era voltar para a sua terra natal e para isso precisava convencer o seu chefe a transferi-lo o mais rápido possível. Como se vê, logo no primeiro dia de trabalho, tínhamos problemas diferentes pela frente. Em comum, apenas o desejo de obter solução rápida.
“Os problemas significativos com os quais nos deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando eles foram criados”
Albert Einstein
Daí, tudo que precisávamos seria alguém que pudesse nos mostrar uma solução ou mesmo dar um conselho milagroso para aliviar as nossas dores. Porém, havia duas situações que desconhecíamos. A primeira é que não há soluções rápidas para resolver problemas agudos e a segunda é que a maneira como vemos o problema, muitas vezes, é o verdadeiro problema.
Logo descobrimos, também, que os obstáculos são como feridas abertas na pele que não podem ser curadas apenas com band-aids e mercúrio. Quando a lesão é grande e profunda precisamos de muito mais cuidados e medicamentos adequados para cicatrizá-la, caso contrário, as conseqüências poderão ser dolorosas e duradouras.
Você conhece alguma pessoa que precisando dominar um idioma tenta desesperadamente aprendê-lo do dia para a noite? O que normalmente acontece com pessoas assim? Na maior parte das vezes ela falha, levando muitos anos para conseguir algo que parecia ser possível realizar em um período curto.
Mas, afinal de contas, por que essas coisas acontecem? Devido aos nossos paradigmas. Se a nossa crença diz ser possível assimilar um novo idioma em três anos e só temos três meses para fazê-lo, a tendência é buscarmos um jeito de tentar. Dai, se há anúncio na mídia oferecendo método rápido de aprendizagem, não pensamos duas vezes, saímos com o talão de cheque na mão e fazemos logo a matrícula. Qual será nosso resultado? Provavelmente, vamos logo descobrir que não deu para chegar aonde gostaríamos, não é mesmo?
“O que vemos depende de onde estamos”
Stephen R. Covey
Então, o que fazer diante de uma situação assim? Talvez o melhor fosse não sair atabalhoado em busca de um aprendizado milagroso e sim contextualizar a questão. Se, por exemplo, parássemos para ver quanto tempo normalmente levamos para aprender a falar a nossa própria língua, iríamos perceber que dificilmente dominaríamos um segundo idioma em um décimo de fração, não é mesmo?
Stephen R. Covey em seu exuberante livro Os Sete Hábitos Das Pessoas Altamente Eficazes ressalta que cada um de nós tem tendência a pensar que vê as coisas como elas são, que somos objetivos. Mas, a verdade não é bem assim. Para Covey “vemos o mundo não como ele é, mas como nós somos – ou seja, como fomos condicionados a vê-lo”. Segundo ele, quando abrimos a boca para descrever o que vemos, na verdade descrevemos a nós mesmos nossas percepções e nossos paradigmas. “Se alguém discorda de nós, naturalmente achamos que a outra parte está errada. Quando, na verdade, o que pode ocorrer é vermos as mesmas coisas por “lentes” diferentes.”
Portanto, da próxima vez que você se deparar com um problema, antes de pensar em uma solução rápida, reveja os seus conceitos e, provavelmente, irá descobrir, em boa parte das ocasiões, que o problema não é tão feio quanto parece ou, talvez, nem mesmo existe.
Pense nisso e ótima semana,
Evaldo Costa
Escritor, Consultor, Conferencista e Professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”- www.evaldocosta.com.br. E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com.br.
Fonte:oartigo.com.br
JOAO B.F.
Atualmente – com o excesso de afazeres dos pais – o tempo para conversar, ouvir, ensinar uma tarefa, orientar em um trabalho, ou até mesmo perguntar ao filho como foi o seu dia, tem se tornado cada vez mais escasso. Com isso as crianças tem demonstrado baixo rendimento escolar, uma vez que as tarefas de casa tem como objetivo principal, reforçar o conteúdo trabalhado em sala. A leitura deveria ser parte do cotidiano da criança, não somente na escola, considerando que seu tempo dentro da Instituição nem sempre permite a realização e todas as atividades necessárias a cada faixa etária, colocando novamente a aprendizagem em risco. É estranho como os estudantes de hoje concebem a educação.
O professor tem buscar sempre novas estratégias, métodos e até apelar para o lado sentimental dos alunos, com a finalidade de simplesmente ser ouvido. Ao aluno não importa o aprender, mesmo porque em escolas que aderriram ao regime de ciclo, os alunos afirmam não precisarem de estudar, pois o ciclo não reprova quem não sabe. É deprimente pensar que estes estudantes vão ingressar no ensino superior, e vão conseguir seus diplomas. Todavia, não terão o conhecimento necessário para executar suas profissões, que estão condenadas ao fracasso eminente – afinal os estudantes não querem aprender e o mais intrigante é que boa parte desta defasagem educacional é atribuída ao professor. À escola foram atribuídas noções de educação básica – a chamada educação de berço – que é de responsabilidade das famílias, que por sua vez, passam o tempo todo em seus afazeres e ao se reunirem em seu convívio diário, não querem orientar os filhos, premiando-os com presentinhos, internet livre, passeios ao Shpping, e os valores familiares são delegados á escola. Então, o aluno chega na escola completamente sem limites, querendo fazer desta instituição o que ele bem entender, o professor não consegue falar, explicar, orientar, sem que antes seja feito um preparo- geralmente com longos diálogos – frequentemente interrompidos e ignorados pela turma – e em alguns casos sendo agredido verbal e fisicamente por seus alunos ao tentar prepará-los para a vida.
O resultado destas ações está estampados em editais, estão faltando professores… O baixo salário, a desvalorização profissional, a dupla ou tripla jornada de trabalho, a agressividade dos jovens e a falta e comprometimento das famílias, tem contribuído para que professores abandonem seus empregos. A permissidade atual tem sido a grande vilã da educação como um todo, os jovens tem direito a tudo e nenhum dever é atribuído a eles, com isso – após passar anos em faculdades, se preparando para o ato sublime de proporcionar condições de aprendizagem a alguém- o professor adquire sérios problemas de saúde e acaba se afastando da escola. É necessário que se repense a relação família escola, afinal os pais devem educar seus filhos e buscar a parceria da escola e não a escola assumir as responsabilidades das famílias e tentar- arduamente – buscar a parceria das famílias.
(Artigonal SC #623412)
Angela Adriana de Almeida Lima – Perfil do Autor:
Formada em Magistério Graduada em Pedagogia c/ habilitação em Supervisão Escolar; Especialista nas áreas de Psicopedagogia Institucional; Docência Universitária e cursista de Especialização em Inspeção Escolar.Trabalho como professora de Ensino Fundamental nas redes Estadual e Municipal,ministro minicursos e palestras com os temas Respeitando e Convivendo Com as Diferenças e Bullying em diversos contextos sociais.
www.angelaadriana.com.br
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